quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Woofer em Abel Tasman Park

Estou a mais de uma semana trabalhando para George em Marahau, na entrada do Abel Tasman Park. Marahau é uma pequena cidade, mas tem muitos turistas que vem para cá e ficam algumas noites no Motel e Homestay do George. Na cidade tem kayaks para alugar, water taxi, passeios a cavalo, pode acampar e fazer trilhas, tem muito para se fazer.

Quando cheguei era somente eu que estava trabalhando para George, um dia limpei o Motel e outro dia cozinhei, em seguida chegaram mais dois para trabalhar junto, então limpamos o pátio. No dia seguinte chegaram mais dois, e agora somos um total de 5. Todos de diferente nacionalidade, sempre trabalhamos em torno de 3 horas por dia, sempre tem muita comida e essa é a vista que temos aqui da casa.
 
 

Nas horas vagas, passeio aqui por aqui perto, sempre tem um lugar para visitar, sempre com muita calma, aproveitando cada momento.


Como tinha comentado em outro post, eu iria ficar até os outros chegarem, mas George acabou gostando do meu trabalho e agora posso ficar mais. Acordo sempre cedo e pego os trabalhos mais divertidos, um dia cortei a grama do pátio com aqueles carrinhos e outro até procurei por abelhas rainhas nas colméias do George enquanto os outros estavam limpando o Motel. kkkkk


Tem uns amigos do George que tem uma mesa de sinuca gigante num galpão dele, e lá nós podemos jogar, escutar música, tomar uma cerveja, muito show o lugar.

Depois de alguns dias trabalhando aqui, decidimos caminhar pela Coastal Track no Abel Tasman Park, só que na sexta quando fomos olhar no site para pagar a taxa, fomos surpreendidos pois a partir do dia 1º de Outubro o preço aumenta para $35 por noite nos huts, até dia 30 de setembro o preço é $17. A idéia era iniciar na semana seguinte, mas então iniciamos no domingo, pulando o primeiro hut pois estava lotado, resumindo iriamos levar 3 noites, terminando na quarta-feira, dia 29, total de $51.

Vou fazer outro post com todo o percurso que fizemos no Abel Tasman Park, ou até mais posts, pois tem muitos lugares bonitos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Passeio por Picton e Nelson

Depois de pagar a taxa do site encontrei um woofer em Abel Tasman Park, perto de Nelson. Mandei uma mensagem para ficar em torno de 2 ou 3 semanas começando no sabado e ele respondeu que tem outros dois caras que vão começar semana que vem, mas está ok, posso ir e ficar uns dias, se não aparecerem eu fico por lá. Parece ser um woofer bem bacana.

Este é o trajeto que fiz sábado, passei por Picton, Nelson e por fim Abel Tasman Park



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Picton é uma cidade pequena, somente 4000 habitantes mas muitos turistas passam por ela devido ao porto e ao ferry que liga com Wellington na ilha norte (em torno de 2000 ferrys chegam por dia no verao).




Em Nelson tem a famosa South Street que é conhecida por ser a rua mais antiga totalmente intacta, todas as casas foram construidas durante os anos de 1863 e 1867.



Essa é a Trafalgar St. A esquerda tem um acesso ao Nelson Market onde tem diversas barraquinhas vendendo artesanato, comidas e outras coisas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Woofing: Trabalhar em troca de acomodação e comida

Depois de um mês aqui em Blenheim, o trabalho em vineyards chegou ao fim e irá recomeçar novamente só no verão, então decidi partir para o woofing, que meu amigo Clement me falou. Ele esteve em varios woofers antes de trabalhar em vineyards e também pretende voltar ao woofing semana que vem.

O woofing é basicamente trabalhar em torno de 3 horas por dia em troca de acomodação e comida, é uma boa se não tem nenhum dinheiro. Woofer é a pessoa que vai te dar o trabalho e providenciar comida e acomodação.

Um site muito conhecido que é feito para isso é o Help Exchange, deve ter uns mil woofers na Nova Zelândia. Para visualizar os detalhes dos woofers e entrar em contato é necessário pagar uma taxa de U$29 que te dá o direito a 2 anos de acesso.

sábado, 11 de setembro de 2010

Segunda semana em Blenheim

Na primeira semana como escrevi em outro post, fiquei em um backpacker, trabalhei em vineyards e meu supervisor ofereceu para nós uma casa por $80 por semana para cada um.

Então na segunda semana, estávamos lá na casa, o supervisor combinou com a gente de não falar nada no backpacker que iamos morar na casa da empresa pois no backpacker tinhamos um trato de ficar lá enquanto tinhamos o emprego. Depois descobri que isso é um comércio aqui, os backpackers que conseguem mais emprego para as pessoas tem mais hospedes pois não podem sair do backpacker senão perdem o emprego.

Quando nos mudamos, Michel, o australiano tinha perdido a carteira. Dois dias depois apareceu a carteira em cima da cama dele, mas sem dinheiro. Clement, o francês tinha $240 na mochila e sumiu também. Pelo jeito alguém entrou na casa enquanto estávamos trabalhando, até hoje não temos a minima idéia do que aconteceu.

No trabalho choveu 3 dias então acabamos não trabalhando muito, só 4 dias. O engraçado é que o pessoal não tá nem ai, trabalham só para comer e para o cigarro.

Cigarro aqui é caro, o maço mais barato é $11. Muita gente aqui faz o próprio cigarro pra economizar, compra todas as "partes" e monta, é até engraçado de ver, toda vez que querem fumar tem que fazer todo um processo. O cara de Israel gasta $25 que é um pacote de tabaco em 4 dias, o francês gasta isso em uma semana.

Quanto ao trabalho, agora está acabando os serviços de prunning e stripping, então só resta mais wrapping, que não temos muita experiencia e acabamos indo muito devagar e não da muito dinheiro. Praticamente a cada 3 dias mudamos o lugar do trabalho.

Teve um dia que trabalhamos perto de Kaikoura, 1 hora de van até lá. Trabalhamos 5 horas por $100, que da $20 por hora, o lugar era fantástico, o vineyard era em cima de uma montanha, abaixo da montanha o oceano e do outro lado do vineyard as montanhas com neve, pena que não tinha uma camera pra tirar uma foto. Trabalhar naquele lugar foi demais, tinha sol, não estava frio e tinha um pouco de vento, sentar na beira da montanha e contemplar a beleza do lugar não tem preço, queria todo dia trabalhar num lugar como aquele.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Comprar medicamentos na Nova Zelândia

Como tinha acabado meu medicamento para asma, fui comprar outro. Só que para minha surpresa era necessário a "Prescription" não adiantava só levar meu antigo. A atendente então falou para ir até o hospital no pronto atendimento e solicitar.

Fui até o hospital aqui em Blenheim e esperei por 1 hora mais ou menos para ser atendido por uma enfermeira que não sabia o nome do medicamento para asma... Então voltei para casa e fui outro dia e esperei mais meia hora, dessa vez um médico me atendeu.

Expliquei que precisava da tal da "Prescription" e mostrei meu medicamento que trouxe do Brasil, ele procurou e imprimiu a Prescription com o medicamento que vendem na NZ que eu precisava e assinou. Para fazer isso o hospital cobra $30 pra quem não é residente, só por curiosidade, um atendimento normal custa $120.

No outro dia, fui até a farmácia para comprar o medicamento, custou $15. Entreguei a prescription e para minha surpresa eles não devolvem de volta. Ou seja, toda vez que tiver que comprar tenho que solicitar uma prescription. Um medicamento de $15 acaba custando $45. A atendente falou que no caso de uma emergência, eu posso ir na farmácia deles e solicitar, talvez vendam pois eles tem um registro de quem compra os medicamentos, mas não é certo.

domingo, 5 de setembro de 2010

Trabalho em vineyards

No primeiro dia de trabalho foi foda, achei que nunca ia ganhar dinheiro com aquilo e acabei conseguindo uns $60 dólares no primeiro dia.
O serviço se chama stripping e é pago por planta, $0,16 cada. Nesta temporada tem 3 tipos de serviços:

Prunning: Cortar os galhos das parreiras e deixar somente 5, é o que exije mais experiência, pois cortando galhos errados pode comprometer a colheita.

Stripping: Tirar os galhos que foram cortados e colocar no chão, no meio entre cada fileira de parreiras.

Wrapping: Desses 5 galhos que sobraram, pegar quatro e enrolar no arame e prender com uma fita, o restante cortar fora. É o que menos exije esforço físico, mas é necessário muita habilidade pra conseguir um bom dinheiro.

Cada serviço ganha valores diferentes por planta, mas encontrando o serviço que se adapta, no geral todos acabam ganhando a mesma coisa.
No segundo dia fiz um trabalho diferente, que era ajudar a organizar os arames de cada fileira, esse era bem fácil e pagavam por hora, $13,80.
Terceiro dia a mesma coisa.
Quarto dia começei stripping de novo, era em um lugar diferente e pagavam $0,18 por planta. Era bem mais fácil que no outro lugar e consegui $160 em um dia.
Quinto dia Wrapping, acho que consegui uns $60, mas acredito que com mais uns dias de prática dá pra conseguir uns $100 por dia.

Os meus chefes são tri gente boa, um indiano e um chinês, eles tinham uma casa de 4 quartos vazia e ofereceram pra nós três por $80 por semana cada um. Depois de terminar a semana nos mudamos para lá, nós três e mais um que conseguiu emprego lá também. Eu, Michael (Australiano), Yosef (Iraquiano) e Clemont (Francês).
A casa não é das melhores, mas cada um tem seu quarto, bem melhor que um backpacker.

Na semana seguinte choveu alguns dias e quando chove ninguém trabalha pois é melhor não trabalhar um dia do que ficar uma semana doente em casa depois.

Dicas que eu dou para quem vai trabalhar em fazendas:
- Usar botas, se for fazer stripping é bom um óculos, pois pode acertar o olho quando puxa os galhos.
- Usar touca pro frio, ou boné pro sol e protetor solar (primeiro dia fiquei com a cara queimada). Tem umas toucas que tem aba igual boné, é uma boa também.
- Comer bem de manhã e levar o lanche para o meio dia.
- Levar uns 2 litros de água.

Por enquanto é isso, em alguns dias posto mais alguma coisa sobre o trabalho que me esqueci de colocar aqui.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Passeio por Kaikoura e busca por emprego

Depois de comprar meu carro, no sabado achei um emprego em vineyards em Blenhein, para trabalhar era obrigado a ficar num Backpacker que o patrão é próprio dono. Sacanagem, mas era $120 por semana, valia a pena.
Achei nesse site, que é muito útil, tem emprego pra trabalhar por acomodação e esse tipo de coisa.
http://www.backpackerboard.co.nz/

Então no sábado de noite estava tudo planejado, domingo de manhã ia sair, passear por Kaikoura durante o dia, chegar em Blenhein de noite e segunda começar a trabalhar.
Sabado de noite cheguei em casa e estava o Matt e seus colegas de trabalho (eles trabalham numa fábrica de cerveja) batendo papo e tomando cerveja, então aproveitei e fui tomar umas tbm. Depois de algumas garrafas, estavamos tomando ponche de vinho e em seguida rum, nem queiram imaginar o estado dos caras depois de umas horas, totalmente podres hahahaha

Fui dormir e domingo de manhã acordei com uma baita ressaca, mas juntei minhas coisas, coloquei no carro e me mandei, tinha 310km para percorrer.



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O mais interessante é andar nas estradas com um cenário incrível, de um lado o mar e do outro montanhas com neve.
Essas são algumas fotos que tirei:







Em Kaikoura tem diversas trilhas para fazer, tem helicoptero para ver baleias, tem nado com golfinhos, pode ver focas tomando banho de sol... É uma cidade totalmente turística.

Depois de curtir a paisagem em Kaikoura, peguei rumo a Blenheim e cheguei de noite, fui dormir, segunda acordei 6 horas da manhã e fui pegar a van para o trabalho, tinha eu e mais dois camaradas do mesmo backpacker que iam junto. O problema foi que ao entrar na van, o motorista falou, só tem trabalho para dois dias, e sem prática em wrapping, vai conseguir só uns 50 dólares por dia...
Não deu outra, nós três descemos da van e fomos olhar TV. hasushauahus

De tarde o Jae (dono do backpacker e patrão) chegou, então fui falar com ele... Como que é, tu disse que tinha trabalho pra um mês, chego aqui é só dois dias e ainda por cima pago $120 pra dormir no teu backpacker...
Depois de conversar com ele, ficou combinado que ele iria arrumar emprego para mim em outro lugar, falei com os outros dois camaradas e eles pediram pra ele também.
Logo em seguida ele falou pra ir até o escritório no centro e falar que eram do backpacker dele que eles iriam dar emprego para nós. Então beleza, fomos lá e deu tudo certo, na terça já ia começar o trabalho.

Próximo post conto mais detalhes sobre o trabalho em vineyards :)