terça-feira, 31 de julho de 2012

Passeio de Roxburgh até Marahau

Pessoal, depois de passar Dezembro e Janeiro trabalhando em Roxburgh, me preparei para ir até Tauranga, onde meu amigo Carlos tinha conseguido emprego para ele, eu e Manoel a partir de Março, então tínhamos um mês para chegar lá.
Partindo de Roxburgh, Manoel e Carlos foram viajar até Milford Sound e em seguida foram até Motueka trabalhar em um Woofer (se você não sabe o que é isto clique aqui) colhendo Blueberries. E eu fui sozinho viajar por vários lugares, primeiro indo até Stewart Island e depois indo para o norte novamente até chegar em Marahau, para ficar na casa de George, um Woofer que já havia estado antes.
O plano então era nos dividirmos e três semanas depois iriamos nos encontrar em Marahau para irmos juntos até Tauranga.


No mapa estão os pontos que passei, num total de 1510km:
A - Roxburgh
B - Bluff e em seguida Stewar Island, a ilha mais abaixo que a ilha sul.
C - Catlins
D - Dunedin
E - Oamaru
F - Mount Cook
G - Lake Tekapo
H - Christchurch
I - Hamner Springs
J - Marahau

Os próximos posts serão sobre esse passeio que fiz desde Roxburgh até Marahau, conforme o mapa, fiquem ligados com as postagens e não deixem de curtir a página do Facebook para ficar por dentro dos posts. Abraços

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cartão BBH

Uma dica valiosa para quem vai mochilar pela Nova Zelândia...
Existe esse cartão chamado BBH que se encontra em diversos backpackers ao redor da Nova Zelândia, é difícil ter uma cidade que não tenha um backpacker conveniado com eles, são quase 300.
Funciona da seguinte maneira, você paga NZ$45 pelo cartão, pode encomendar ele pelo site ou pegar em um backpacker mesmo, eu peguei o meu em um. Vem junto um livrinho com todos os conveniados, com mapa, preços, avaliação feita pelos usuários e todas informações pertinentes.
Aí em cada backpacker que ficar tem NZ$3 de desconto por noite, é só apresentar o cartão que o desconto está garantido.
Além disso, quando você compra o cartão, vem junto NZ$20 para fazer em ligações. Para o Brasil por exemplo o custo da ligação é 11 cents o minuto, muito barato. É só utilizar um telefone local gratuito, que tem nos próprios backpackers, ligar para o número que consta no cartão, digitar o número do cartão e fazer a chamada para qualquer lugar do mundo por um preço incrivelmente baixo.
Em resumo, descontando esses NZ$20 em ligações, o cartão sai por NZ$25, isso se paga em torno de 8 noites em backpackers, vale muito a pena para quem vai ficar um bom tempo como eu fiquei.

Tendo o cartão, você pode fazer reservas online, visualizar avaliações, dar a própria avaliação, ver fotos, etc.
O site é esse aqui: http://www.bbh.co.nz/

domingo, 29 de julho de 2012

Visto de Turista na Nova Zelândia

Sempre escrevo aqui como conseguir o Working Holiday Visa, mas desta vez vou falar sobre o Visitor Visa.

Primeiro vou esclarecer a diferença entre visa e permit:
visa é quando é solicitado antecipadamente a entrada no país ainda aqui no Brasil, ou seja o visto para você ir lá.
O permit é quando se chega lá no aeroporto e ao passar na imigração te dão a permissão para entrar no país.

Agora sobre o visto de turista, na verdade os Brasileiros que vão a turismo para até 3 meses não precisam de visto para entrar na Nova Zelândia, como por exemplo para os Estados Unidos.
Nós simplesmente ganhamos a permissão, ou permit, na hora que chegamos no aeroporto e passamos pelos agentes de imigração, eles dão uma olhada na tua cara, verificam se tuas intenções são realmente para visitar o país, verificam se você tem um emprego, família, algo que te faça voltar ao Brasil, verificam se tem dinheiro suficiente, verificam se tem passagens de volta, verificam se tem reservas feitas ou algo do tipo. Ou seja, eles podem te perguntar qualquer coisa, e se desconfiarem que tem algo errado te mandam de volta no mesmo avião que chegou... hehe

O que eu aconselho aqui é a não tentar ir para a Nova Zelândia e passar o resto da vida lá, tentando entrar no país com este visto, é muito mais fácil entrar no país com um visto de trabalho, ou working holiday, ou até começar com visto de estudante. Claro, existem exceções, tem pessoas que foram assim e estão até hoje.
Este visto é feito especialmente para turismo na Nova Zelândia, existem métodos legais de ir morar na Nova Zelândia, então se você pretende ir morar na Nova Zelândia se informe bem a respeito dos vistos, pois existe várias regras para isto.


Mais informações sobre vistos pode consultar o site Immigration New Zealand

sábado, 28 de julho de 2012

Detalhes sobre o Apple Thining

Antes de dar continuidade a minha viagem, vou explicar do que se trata o Apple thining, trabalho que fiz durante o mês de Dezembro em Roxburgh.
Esta foto tirei durante uma caminhada que fiz nas redondezas de Roxburgh:

Orchards in Roxburgh

Como podem ver é muito grande as Orchards lá, na parte de cima é a Southern Orchards e na de baixo é a Remarkable Orchards. Southern onde trabalhei primeiro tem somente maçãs e a Remarkables onde trabalhei depois do ano novo tinha maçãs, cerejas e damascos. Dizem por lá que a Southern era a maior da Apple Orchard do hemisfério sul, não sei se é verdade, mas que é grande é...
Cada "quadra" daquelas da foto tinha umas 40 fileiras com uns 25 pés em casa fileira.

O Apple Thining consiste em retirar algumas maçãs das árvores para que as restantes cresçam grandes e bonitas, essa seleção é feita ainda quando as maçãs são bem pequenas com praticamente uns 2cm de diâmetro. Se no mesmo ramo do galho tem três maçãs, tem que tirar uma e deixar somente duas, e no topo da árvore sempre uma só, não pode ter duas grudadas uma ao lado da outra.
Praticamente ninguém tinha feito isso antes, então no primeiro dia o supervisor ensinou a todos como fazer e  ficou supervisionando todos por dois dias, pagando nesses dois dias o mínimo, que era NZ$13,00 por hora.
Do terceiro dia em diante passamos a ser pagos por árvore concluída, o valor variava conforme a "quadra" pois algumas eram mais carregadas que outras.
Aí o processo era assim, eu escolhia um fileira para mim e começava, poderia fazer uma árvore de cada vez, mas eu preferia fazer uma 5 árvores somente a parte de baixo e depois fazer a parte de cima com a escada, pois assim ia mais rápido do que ficar o tempo todo alternando entre trabalhar normal e com escada.
Aí vamos supor que a árvore tinha 500 maçãs, o supervisor olhava o tamanho das árvores e dizia que teria que ter em torno de 350, aí de vez em quando o supervisor escolhia uma árvore aleatória e começava a contar as maçãs, sério mesmo, ele contava uma por uma para ver se ficava próximo das 350. Se eu tivesse tirado muito pouco tinha que voltar e fazer tudo de novo, se tivesse tirado demais levava um aviso pra não retirar tanto.
Na primeira semana foi terrível, pois sempre tinha que fazer tudo de novo, aí ganhei praticamente o mínimo, NZ$13/h, na segunda semana em diante já estava craque e sempre que o supervisor contava dava certo, consegui uns 15-18 NZ$ por hora.
Eram 8 horas de trabalho por dia, tinha um intervalo de manhã de 15 minutos, um almoço de 30 minutos e mais um intervalo de 15 minutos de tarde, quando chovia não trabalhava e era só de segunda a sexta, portanto era bem tranquilo, mas cansativo.
Trabalhei 3 semanas na Southern e aí o supervisor pegou os melhores e indicou para trabalhar numa outra Orchard por uma semana, o que valeu muito a pena, pois lá ganhei sempre mais de NZ$20/h, no meu último dia de trabalho cheguei a ganhar NZ$30/h.

Lá em Roxburgh fiquei hospedado no Villa Rose Backpackers, que era do dono da Remarkables Orchard, então depois desse um mês trabalhando com maçãs, já tinha emprego certo na Remarkables para janeiro e Fevereiro, então fui com meus amigos para Queenstown para o ano novo e voltei em seguida para colher Cerejas e Damascos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Colhendo Cerejas e Damascos

Galera, depois do ano novo em Queenstown, me despedi de dois grandes amigos que conheci na Nova Zelândia e me acompanharam durante três meses, o Fabian e o Daniel.

Fabian, Daniel e Eu

De lá parti novamente para Roxburgh, sozinho novamente, porém com emprego garantido, pois o gerente do backpacker me conseguiu emprego em outra Orchard. Dessa vez não eram maçãs, mas colheita de Cerejas e Damascos. (Cherry picking and Apricot picking)
Primeiro foram as cerejas, para colher era simples, só tinha que cuidar com alguns detalhes, a cereja tinha que estar sem nenhum machucado e ser colhida com o cabinho junto. Eramos pagos por Bucket, o preço variava conforme a dificuldade, mas no geral dava pra ganhar uns NZ$15,00 por hora.
Só que em Roxburgh, uns cinco dias depois que começamos a colher choveu muito, e aí as Cerejas incharam demais e acabaram danificas, moral da história acabamos partindo logo para os Damascos.

Os Damascos eram mais difíceis, pois eram pesados, cada Bag que enchia eram uns 20Kg, imagina isso o dia todo, carregando, subindo e descendo escadas. Não era fácil, ainda mais que tinha que trabalhar junto com o pessoal de Vanuatu, que eram muito rápidos pois faziam aquilo a anos.
Eramos pagos por Bag, o supervisor fazia um calcula da média do pessoal e quem trabalhava mais rápido conseguia mais grana, no início estava ganhando mais ou menos NZ$13,00 por hora, que era o mínimo. Mas em torno de uma semana depois já estava ganhando NZ$15,00 por hora e nas duas últimas semanas estava trabalhando no mesmo ritmo que os melhores Vanuatenses e estava ganhando uns NZ$18,00 por hora, algumas vezes sendo o mais rápido de todos consegui ganhar NZ$20,00 por hora.

Tudo isto durou praticamente 5 semanas, ganhei em torno de uns NZ$750 por semana e juntei uma grana para os meus próximos destinos. Poderia ter ficado mais tempo para a colheita das Maçãs, mas optei por viajar.

Em Roxburgh, que era uma cidade pequena, em torno de 600 habitantes, havia um supermercado, um fish and chips, um pub, dois backpackers, um cinema e tinha algumas trilhas para fazer e lugares muito bonitos para se visitar, vou deixar aqui algumas fotos...

Roxburgh, New Zealand

Bridge over Clutha River

Neste último emprego conheci dois amigos que viajaram comigo pelo resto da Nova Zelândia, até meus últimos dias lá, o Carlos, do México e Manoel, da França.
Nos próximos posts irei descrever a rota que fiz até chegar em Tauranga, em março para a temporada de Kiwi. O emprego lá também estava praticamente garantido pois Carlos havia trabalhado no ano anterior no mesmo local.

Abraços para quem ler isto aqui depois de tanto tempo sem postar nada... hehe