quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Working Holiday Visa 2012

Em 2012 teremos novamente 300 vagas para os brasileiros que desejarem viajar e trabalhar pela NZ usando o working holiday visa.

Estes são os requisitos para poder fazer parte do processo:

- Ser um cidadão do Brasil e ter um passaporte do Brasil que é válido por pelo menos três meses depois de sua partida prevista para a Nova Zelândia.
- Ter no mínimo 18 e máximo de 30 anos.
- Não levar crianças.
- Ter a passagem de volta ou dinheiro para compra-la.
- Levar NZ$ 4.200 para cobrir seus custos de vida.
- Satisfazer os requisitos de saúde e de carácter
- Seguro de saúde conforme o tempo que for ficar na NZ.
- Ir para à Nova Zelândia para férias e o trabalho como segunda intenção.
- Não ter um visto aprovado antes.

Diferente dos outros anos, neste a inscrição será dia 3 de Setembro, às 10h da manhã (dia 2 de Setembro, 19 horário de Brasília). É bom ficar de olho pois ano passado as vagas acabaram em poucas horas.

Estes são os passos necessários para o cadastro:


1º - Se cadastrar no site da imigração e fazer o passaporte para ter em mãos dia 3 de setembro.


2º - A partir da hora que consta no site, se inscrever no WHS (já precisa ter passaporte). Depois de prencher todos os dados, é necessário pagar uma taxa de NZ$165,00 para completar o visto.

3º - Como o Brasil é um dos países que não fazem parte dos países com baixo índice de tuberculose é necessário fazer um raio-x do tórax em um médico credenciado pelo governo. Existem atualmente 35 médicos no Brasil que são credenciados conforme este site. Depois de fazer o exame, mandar para lá.

4º - Em algumas semanas, se tudo estiver certo receberá um email com o eVisa. A partir deste momento tem 1 ano para entrar na Nova Zelândia, chegando lah tem 1 ano de Permit.

Obs 1: É possível deixar o exame pronto antes e só mandar quando se inscrever, mas não é necessário, pois quando se inscrever não tem como roubarem tua vaga e também pode acontecer de tu demorar pra se inscrever e acabarem as vagas, dai o exame não serve pra nada.

Obs 2: Na hora de se inscrever no site não precisa comprovar nada dos requisitos, somente na hora que chega lá.

Obs 3: As perguntas, são as mesmas que são feitas se for se inscrever manualmente, então já dá para ter uma ideia das perguntas com antecedência, é só verificar neste link.

Boa sorte a todos!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Supermercados na Nova Zelândia


Como falei sobre como fazia com a comida na NZ no último post, me lembrei de fornecer alguns detalhes sobre os supermercados por lá.

As 3 maiores redes de supermercados que existiam por toda NZ eram estas:

Normalmente PAK'nSAVE e Countdown eram mais baratos e o New World um pouco mais caro.

Todas as 3 possuem convênios com postos de combustíveis, que ao gastar NZ$20 em compras recebe um cupom com desconto de 4 cents em cada litro de gasolina ao fazer um abastecimento. Estes cupons não são acumulativos, ou seja, um cupom para cada abastecimento.
No meu carro, quando enchia o tanque estes 4 cents por litro davam um desconto de NZ$2, era pouco, mas ajudava.
Me lembro que existiam descontos de 20 cents por litro, mas era necessário gastar bastante no supermercado, algo em torno de NZ$200 para ter este cupom, neste caso daria bastante, NZ$10 para encher o tanque.

PAKn'SAVE oferecia desconto nos postos PAKn'SAVE e BP.
Countdown oferecia desconto nos postos Shell.
New World oferecia desconto nos postos BP.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Comer na Nova Zelândia

Um dos leitores do blog perguntou como que eu fazia com a comida pois passava um bom tempo viajando, então decidi fazer um post somente sobre isso para que todos fiquem sabendo.

Como o modo de se alimentar na Nova Zelândia é diferente do Brasil, tive que me adaptar.
De manhã normalmente se come um cereal, frutas, sanduíches e coisas do tipo. Meio dia se come muito pouco, normalmente só um lanche e de noite é sempre uma refeição bem completa.

Durante meu período na Nova Zelândia sempre estava em uma destas situações:
Fazendo woofing, trabalhando ou viajando.

Quando estava fazendo woofing a comida era de graça e a janta normalmente não precisava ajudar a preparar, só de vez em quando. O café da manhã e o lanche do meio-dia eu mesmo que preparava mas era tudo fornecido por eles.

Quando estava trabalhando nas fazendas o que eu fazia era me alimentar muito bem de manhã cedo, lá eles tem uns cereais muito bons, bem diferente dos que se encontra aqui. Aí já preparava algum lanche para levar junto para o meio-dia e também levava junto barrinhas de cereal e frutas para outros lanches menores durante o dia e como trabalhava colhendo frutas, também comia bastante frutas direto do pé.
Aí quando chegava no backpacker de tarde, passava no mercado, comprava algo que precisava e fazia a própria janta. De vez em quando combinávamos entre nós do backpacker de uma pessoa preparar para todos em um certo dia, normalmente uma comida típica do local de onde veio, é bem legal fazer isso.

E quando estava viajando era praticamente a mesma coisa que quando estava trabalhando, a diferença era que tinha que sempre carregar toda comida de um lugar para o outro, como estava de carro, comprei uma dessas sacolas térmicas que se consegue nos mercados mesmo para preservar a comida e procurava não deixar sobrar nada, sempre calculado certinho para o tempo que iria ficar no local. Lanches comia fora mesmo, era mais caro, mas como estava viajando não queria passar muito trabalho... hehe
Uma dica de quando se está viajando é comprar coisas congeladas, pizzas, pies, etc para comer de noite.

Era difícil eu comer em um restaurante de noite, tinha alguns restaurantes chineses e mexicanos que gostava de ir por ter uma comida diferente, mas o resto não ia pois eram muito caros mesmo.
Comia de vez em quando em fast foods, como Burger King, McDonalds e Subway, tinha em tudo quanto é lugar e não era tão caro.
Tinham outros fast foods locais que também gostava de comer, como o famoso Fish n' Chips e os Kebabs turcos.
Uma coisa que eu gostava de comprar nos mercados eram sorvetes, custava NZ$5 por um pote de 2 litros e também batatas tipo Ruffles custava NZ$1 o pacote de 150g.

No geral gastava com comida uns NZ$80 - 120 por semana enquanto estava trabalhando e uns NZ$150 - 200 por semana enquanto estava viajando.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Australianos tentam contabilizar medalhas Kiwis para eles.

Todos já sabem a rivalidade entre Nova Zelândia e Austrália, mas olha só como o jornal Sydney's Daily Telegraph está contando as medalhas olímpicas este ano, já que a Austrália está atrás da Nova Zelândia no quadro de medalhas.
É o novo país: "AUS ZEALAND" hehe

Quadro de medalhas do dia 06/08/2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Stewart Island (Rakiura) e Invercargill


No dia seguinte descobri mais algumas trilhas para se fazer e caminhei 24km, saí de Halfmoon Bay até Port William Hut e voltei, esse trajeto faz parte da Rakiura track, que é 37km. E também para os mais experientes, faz parte da North West Circuit Track de 125km e que leva mais de 9 a 11 dias para se concluir. Vi umas pessoas retornando dessa caminhada de 125km, eles quase não conseguiam falar... ahueahueah
É complicado, pois é necessário carregar comida para todos esses dias, o que dificulta bastante também é o clima que muda o tempo todo e chove com frequência.
Tem um lugar nessa trilha maior que se chama Mason Bay, lá é praticamente o único lugar do planeta em que é possível encontrar o pássaro kiwi (simbolo da nz) na vida selvagem facilmente. É só ficar de olho até duas horas depois do nascer do sol e a partir de duas horas antes do pôr do sol, pois são nestes horários que eles saem do meio do mato para procurar comida...
Estima-se que existam 20.000 kiwis em Stewart Island, que é muito.

Entre Halfmoon Bay e Port William Hut

Lembrando mais uma vez, se for acampar ou ficar em um dos huts é necessário pagar uma taxa para o Departamento de Conservação da Nova Zelândia nos i-sites ou no próprio site do DOC.

Quando retornei até o backpacker conversei um pouco com o cara que cuidava do backpacker, o Axel, do México e descobri que na verdade ele estava fazendo Woofing também, pois ali também era possível fazer isso, ele estava ali desde dezembro e ganhava uma grana extra com passeios de kayak.
E aí descobri que ele também conhecia o Daniel, que viajei junto por uns 3 meses e fez Woofing num restaurante em Stewart Island enquanto eu colhia cerejas e damascos em Roxburgh, que por sinal foi ele que me recomendou visitar Stewart Island. Depois de contar sobre o trabalho em fazendas e que estava indo trabalhar com kiwis em Tauranga, ele ficou interessado em fazer isso também e mantivemos o contato, pois no inverno o backpacker e outros negócios da ilha fecham e só voltam no verão novamente.

No fim do dia, fomos até o bar novamente, bebemos muito e saímos de lá era umas 4:00, dormi até às 7:00 e 7:30 peguei o ferry de volta para Bluff, só que o pior de tudo é que estava chovendo e tinha muito vento. O barco tava sacudindo muito e passei muito mal, aliás... metade do barco passou mal, era uma galera vomitando... eahuehaeueauh
Cheguei em Bluff e meu carro estava lá, estacionado do mesmo jeito que deixei três dias atrás, aí peguei e fui direto para Invercargill.

Tem um filme que se chama "The World Fastest Indian" (Desafiando os Limites). É um filme muito legal, que conta a história de Burt Munro, um Neozelandês na tentativa de quebrar o recorde mundia de velocidade. A  Indian utilizada na quebra do recorde mundial tinha a velocidade máxima de 89km/h originalmente e após suas modificações ela atingiu até 320km/h. Ela está exposta na loja de ferragens E Hayes e Sons em Invercargill, o lugar é praticamente um museu, contem diversas invenções de neozelandeses e também diversas outras motocicletas.

Munro Special, moto utilizada na quebra do recorde mundial.

Depois de visitar a loja de ferragens, fui para Catlins, um lugar bem bacana... Escreverei nos próximos posts sobre o lugar, fiquem de olho. ;)

domingo, 5 de agosto de 2012

Stewart Island (Rakiura)

Depois de todas as confusões para chegar em Bluff, peguei o ferry e em uma hora estava lá.
Chegando no principal vilarejo de Stewart Island, em Oban, fui logo procurar o Bunkers Backpackers, o que não foi muito difícil, pois são poucas ruas por lá.
Logo depois saí pela cidade e fiz uma pequena caminhada até o farol da ilha. (3km)

Um pouco antes de se chegar no farol, tem uma casa muito legal para visitação que conta um pouco da história de colonização da ilha.

Casa de pedra de Lewis Acker

Essa é uma das mais antigas casas de pedra construídas na NZ, Lewis Acker, era um pescador de baleias americano, chegou a ilha em 1836 e construiu a casa totalmente sozinho, foi o primeiro morador da ilha onde se casou com uma Maori, com quem teve 9 filhos, lá eles viviam da construção de barcos e da pesca. Em 1864 a coroa britânica comprou a ilha inteira por £6000 e Lewis e sua família foram obrigados a sair da ilha.

Harrold Bay, vista em frente a casa de pedra.

Depois de visitar o farol, retornei até o backpacker e agendei um water taxi para visitar Ulva Island no dia seguinte, NZ$25.
No dia seguinte visitei a ilha por umas 4 horas, é bem legal lá, eles conseguiram retirar todos os animais predadores, ficando somente os pássaros. Assim como era a Nova Zelândia inteira antes dos Europeus chegarem. É o tempo inteiro pássaros cantando e são diversas espécies, quando chega na ilha dá para pegar um panfleto com todos os pássaros para a identificação, é um bom passa-tempo.
Nessas 4 horas deu tempo de fazer todas as trilhas e identificar diversos pássaros, uma pena que não vi nenhum kiwi (simbolo da nz), só encontrei esse "kiwi falso", o Weka.

Weka

Depois, retornei para Oban de barco e voltei ao backpacker, conheci o pessoal que estava hospedado lá e assistimos um filme. O nome do filme era "The Beach", assistimos porque uma guria encheu o saco para ver uma praia que ela visitou na Tailândia (em junho acabei visitando também), aí tinha uma parte desse filme que um tubarão atacava uma pessoa e uma guria inglesa se apavorou e foi correndo para o quarto dormir. Até aí tranquilo... EAHUEHUAE
Depois do filme, fomos até o único pub existente na ilha, que fica no andar de baixo do South Sea Hotel, conhecemos praticamente todos habitantes da ilha lá. hehe
Aí na volta pro backpacker para minha surpresa, quando to abrindo a porta do quarto, aquela guria que se assustou com o tubarão, se apavora novamente e começa a gritar que nem uma louca... HEAUHEAUEA
Foi muito engraçado, acordou todos do quarto e demorou uns 5 minutos até ela se acalmar...

A continuação sobre a ilha sai amanhã no Blog... (link aqui)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Baita azar no início da viagem para Stewart Island

Como se não bastasse conhecer as duas Ilhas da Nova Zelândia, queria conhecer também Stewart Island, ou Rakiura (em maori). Ela é a 3ª maior Ilha da Nova Zelândia, fica abaixo da Ilha Sul e possui em torno de 400 habitantes.

Com alguns dias de antecedência agendei o ferry pela internet, o valor é de NZ$71 cada trajeto, então para ir e voltar saiu por NZ$142.
O backpacker também agendei com antecedência, fiquei no Bunkers por 3 dias. NZ$28 por dia.
É bom agendar tudo antes, pois tem poucos lugares para ficar por lá...

Aí como tinha que estar em Bluff para pegar o ferry as 10:30, acordei às 6:00 para sair de Roxburgh e evitar qualquer imprevisto no meio do caminho.

Pra minha surpresa, na hora que acordo os donos do backpacker, que eram um casal que devia ter uns 60 anos, acordam também só para me dar tchau, eles eram muito legais, pareciam meus avós. hehe
E aí me deram um aviso, "cuida com a estrada que está chovendo muito..."
A partir daí começaram os problemas. eahaeuheau

Primeiro, teve dois lugares que o arroio saiu por cima da estrada, um deles tirei uma foto:


O último quase que não consegui passar, a água chegou a pegar no motor do carro e começar a engasgar, deu pra sentir o carro indo junto com a correnteza, coloquei na reduzida e com sorte consegui sair de lá...

Aí depois desses arroios malucos, quando chego em Gore, não sei porque, mas ao passar por uma rotatória, ao invés de olhar pro lado direito se não vinha carro, olhei para o lado esquerdo e fui... Fui num carro desses Nissan japoneses, novinho, cor dourada. :(
- Até hoje não contei para meu pai isto, mas ele deve estar lendo agora... eahueahe

Aí parei o carro, olhei para ele, inteirinho, não deu nada... Olhei para o carro da mulher a porta toda amassada... Falei com ela, estava bem tranquila, pedi desculpa mil vezes e disse que iria pagar o conserto, afinal só tinha amassado a porta, não devia sair tão caro. Expliquei que estava indo pra Stewart Island e tinha que chegar a tempo do ferry sair, então fomos num mecânico juntos para avaliar o dano.
Ai o mecânico ficou anotando um monte de coisas, calculou um monte e eu pensando que devia sair uns NZ$500, que nada, o mecânico me crava a faca: NZ$2700...
Aí eu disse pra mulher: Más tá loco, essa grana toda não tenho agora, vou ter que te pagar outra hora.
Já estava pronto para trabalhar mais uns meses só pra pagar este conserto... Mas aí, para minha surpresa a mulher pega o celular, liga pra seguradora que ela tinha e diz que foi ela que bateu o carro.

Resumindo, uns 20 minutos depois paguei a taxa de NZ$300 para ela por ter acionado o seguro e me mandei para Bluff, chegando lá deixei o carro estacionado na rua mesmo pois não iria pagar estacionamento depois deste gasto todo no acidente. hehe

Famosa placa em Bluff

Por fim peguei o ferry a tempo e fui para Stewart Island. Fiquem de olho no próximo post que falarei sobre esta ilha...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Passeio de Roxburgh até Marahau

Pessoal, depois de passar Dezembro e Janeiro trabalhando em Roxburgh, me preparei para ir até Tauranga, onde meu amigo Carlos tinha conseguido emprego para ele, eu e Manoel a partir de Março, então tínhamos um mês para chegar lá.
Partindo de Roxburgh, Manoel e Carlos foram viajar até Milford Sound e em seguida foram até Motueka trabalhar em um Woofer (se você não sabe o que é isto clique aqui) colhendo Blueberries. E eu fui sozinho viajar por vários lugares, primeiro indo até Stewart Island e depois indo para o norte novamente até chegar em Marahau, para ficar na casa de George, um Woofer que já havia estado antes.
O plano então era nos dividirmos e três semanas depois iriamos nos encontrar em Marahau para irmos juntos até Tauranga.


No mapa estão os pontos que passei, num total de 1510km:
A - Roxburgh
B - Bluff e em seguida Stewar Island, a ilha mais abaixo que a ilha sul.
C - Catlins
D - Dunedin
E - Oamaru
F - Mount Cook
G - Lake Tekapo
H - Christchurch
I - Hamner Springs
J - Marahau

Os próximos posts serão sobre esse passeio que fiz desde Roxburgh até Marahau, conforme o mapa, fiquem ligados com as postagens e não deixem de curtir a página do Facebook para ficar por dentro dos posts. Abraços

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cartão BBH

Uma dica valiosa para quem vai mochilar pela Nova Zelândia...
Existe esse cartão chamado BBH que se encontra em diversos backpackers ao redor da Nova Zelândia, é difícil ter uma cidade que não tenha um backpacker conveniado com eles, são quase 300.
Funciona da seguinte maneira, você paga NZ$45 pelo cartão, pode encomendar ele pelo site ou pegar em um backpacker mesmo, eu peguei o meu em um. Vem junto um livrinho com todos os conveniados, com mapa, preços, avaliação feita pelos usuários e todas informações pertinentes.
Aí em cada backpacker que ficar tem NZ$3 de desconto por noite, é só apresentar o cartão que o desconto está garantido.
Além disso, quando você compra o cartão, vem junto NZ$20 para fazer em ligações. Para o Brasil por exemplo o custo da ligação é 11 cents o minuto, muito barato. É só utilizar um telefone local gratuito, que tem nos próprios backpackers, ligar para o número que consta no cartão, digitar o número do cartão e fazer a chamada para qualquer lugar do mundo por um preço incrivelmente baixo.
Em resumo, descontando esses NZ$20 em ligações, o cartão sai por NZ$25, isso se paga em torno de 8 noites em backpackers, vale muito a pena para quem vai ficar um bom tempo como eu fiquei.

Tendo o cartão, você pode fazer reservas online, visualizar avaliações, dar a própria avaliação, ver fotos, etc.
O site é esse aqui: http://www.bbh.co.nz/

domingo, 29 de julho de 2012

Visto de Turista na Nova Zelândia

Sempre escrevo aqui como conseguir o Working Holiday Visa, mas desta vez vou falar sobre o Visitor Visa.

Primeiro vou esclarecer a diferença entre visa e permit:
visa é quando é solicitado antecipadamente a entrada no país ainda aqui no Brasil, ou seja o visto para você ir lá.
O permit é quando se chega lá no aeroporto e ao passar na imigração te dão a permissão para entrar no país.

Agora sobre o visto de turista, na verdade os Brasileiros que vão a turismo para até 3 meses não precisam de visto para entrar na Nova Zelândia, como por exemplo para os Estados Unidos.
Nós simplesmente ganhamos a permissão, ou permit, na hora que chegamos no aeroporto e passamos pelos agentes de imigração, eles dão uma olhada na tua cara, verificam se tuas intenções são realmente para visitar o país, verificam se você tem um emprego, família, algo que te faça voltar ao Brasil, verificam se tem dinheiro suficiente, verificam se tem passagens de volta, verificam se tem reservas feitas ou algo do tipo. Ou seja, eles podem te perguntar qualquer coisa, e se desconfiarem que tem algo errado te mandam de volta no mesmo avião que chegou... hehe

O que eu aconselho aqui é a não tentar ir para a Nova Zelândia e passar o resto da vida lá, tentando entrar no país com este visto, é muito mais fácil entrar no país com um visto de trabalho, ou working holiday, ou até começar com visto de estudante. Claro, existem exceções, tem pessoas que foram assim e estão até hoje.
Este visto é feito especialmente para turismo na Nova Zelândia, existem métodos legais de ir morar na Nova Zelândia, então se você pretende ir morar na Nova Zelândia se informe bem a respeito dos vistos, pois existe várias regras para isto.


Mais informações sobre vistos pode consultar o site Immigration New Zealand

sábado, 28 de julho de 2012

Detalhes sobre o Apple Thining

Antes de dar continuidade a minha viagem, vou explicar do que se trata o Apple thining, trabalho que fiz durante o mês de Dezembro em Roxburgh.
Esta foto tirei durante uma caminhada que fiz nas redondezas de Roxburgh:

Orchards in Roxburgh

Como podem ver é muito grande as Orchards lá, na parte de cima é a Southern Orchards e na de baixo é a Remarkable Orchards. Southern onde trabalhei primeiro tem somente maçãs e a Remarkables onde trabalhei depois do ano novo tinha maçãs, cerejas e damascos. Dizem por lá que a Southern era a maior da Apple Orchard do hemisfério sul, não sei se é verdade, mas que é grande é...
Cada "quadra" daquelas da foto tinha umas 40 fileiras com uns 25 pés em casa fileira.

O Apple Thining consiste em retirar algumas maçãs das árvores para que as restantes cresçam grandes e bonitas, essa seleção é feita ainda quando as maçãs são bem pequenas com praticamente uns 2cm de diâmetro. Se no mesmo ramo do galho tem três maçãs, tem que tirar uma e deixar somente duas, e no topo da árvore sempre uma só, não pode ter duas grudadas uma ao lado da outra.
Praticamente ninguém tinha feito isso antes, então no primeiro dia o supervisor ensinou a todos como fazer e  ficou supervisionando todos por dois dias, pagando nesses dois dias o mínimo, que era NZ$13,00 por hora.
Do terceiro dia em diante passamos a ser pagos por árvore concluída, o valor variava conforme a "quadra" pois algumas eram mais carregadas que outras.
Aí o processo era assim, eu escolhia um fileira para mim e começava, poderia fazer uma árvore de cada vez, mas eu preferia fazer uma 5 árvores somente a parte de baixo e depois fazer a parte de cima com a escada, pois assim ia mais rápido do que ficar o tempo todo alternando entre trabalhar normal e com escada.
Aí vamos supor que a árvore tinha 500 maçãs, o supervisor olhava o tamanho das árvores e dizia que teria que ter em torno de 350, aí de vez em quando o supervisor escolhia uma árvore aleatória e começava a contar as maçãs, sério mesmo, ele contava uma por uma para ver se ficava próximo das 350. Se eu tivesse tirado muito pouco tinha que voltar e fazer tudo de novo, se tivesse tirado demais levava um aviso pra não retirar tanto.
Na primeira semana foi terrível, pois sempre tinha que fazer tudo de novo, aí ganhei praticamente o mínimo, NZ$13/h, na segunda semana em diante já estava craque e sempre que o supervisor contava dava certo, consegui uns 15-18 NZ$ por hora.
Eram 8 horas de trabalho por dia, tinha um intervalo de manhã de 15 minutos, um almoço de 30 minutos e mais um intervalo de 15 minutos de tarde, quando chovia não trabalhava e era só de segunda a sexta, portanto era bem tranquilo, mas cansativo.
Trabalhei 3 semanas na Southern e aí o supervisor pegou os melhores e indicou para trabalhar numa outra Orchard por uma semana, o que valeu muito a pena, pois lá ganhei sempre mais de NZ$20/h, no meu último dia de trabalho cheguei a ganhar NZ$30/h.

Lá em Roxburgh fiquei hospedado no Villa Rose Backpackers, que era do dono da Remarkables Orchard, então depois desse um mês trabalhando com maçãs, já tinha emprego certo na Remarkables para janeiro e Fevereiro, então fui com meus amigos para Queenstown para o ano novo e voltei em seguida para colher Cerejas e Damascos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Colhendo Cerejas e Damascos

Galera, depois do ano novo em Queenstown, me despedi de dois grandes amigos que conheci na Nova Zelândia e me acompanharam durante três meses, o Fabian e o Daniel.

Fabian, Daniel e Eu

De lá parti novamente para Roxburgh, sozinho novamente, porém com emprego garantido, pois o gerente do backpacker me conseguiu emprego em outra Orchard. Dessa vez não eram maçãs, mas colheita de Cerejas e Damascos. (Cherry picking and Apricot picking)
Primeiro foram as cerejas, para colher era simples, só tinha que cuidar com alguns detalhes, a cereja tinha que estar sem nenhum machucado e ser colhida com o cabinho junto. Eramos pagos por Bucket, o preço variava conforme a dificuldade, mas no geral dava pra ganhar uns NZ$15,00 por hora.
Só que em Roxburgh, uns cinco dias depois que começamos a colher choveu muito, e aí as Cerejas incharam demais e acabaram danificas, moral da história acabamos partindo logo para os Damascos.

Os Damascos eram mais difíceis, pois eram pesados, cada Bag que enchia eram uns 20Kg, imagina isso o dia todo, carregando, subindo e descendo escadas. Não era fácil, ainda mais que tinha que trabalhar junto com o pessoal de Vanuatu, que eram muito rápidos pois faziam aquilo a anos.
Eramos pagos por Bag, o supervisor fazia um calcula da média do pessoal e quem trabalhava mais rápido conseguia mais grana, no início estava ganhando mais ou menos NZ$13,00 por hora, que era o mínimo. Mas em torno de uma semana depois já estava ganhando NZ$15,00 por hora e nas duas últimas semanas estava trabalhando no mesmo ritmo que os melhores Vanuatenses e estava ganhando uns NZ$18,00 por hora, algumas vezes sendo o mais rápido de todos consegui ganhar NZ$20,00 por hora.

Tudo isto durou praticamente 5 semanas, ganhei em torno de uns NZ$750 por semana e juntei uma grana para os meus próximos destinos. Poderia ter ficado mais tempo para a colheita das Maçãs, mas optei por viajar.

Em Roxburgh, que era uma cidade pequena, em torno de 600 habitantes, havia um supermercado, um fish and chips, um pub, dois backpackers, um cinema e tinha algumas trilhas para fazer e lugares muito bonitos para se visitar, vou deixar aqui algumas fotos...

Roxburgh, New Zealand

Bridge over Clutha River

Neste último emprego conheci dois amigos que viajaram comigo pelo resto da Nova Zelândia, até meus últimos dias lá, o Carlos, do México e Manoel, da França.
Nos próximos posts irei descrever a rota que fiz até chegar em Tauranga, em março para a temporada de Kiwi. O emprego lá também estava praticamente garantido pois Carlos havia trabalhado no ano anterior no mesmo local.

Abraços para quem ler isto aqui depois de tanto tempo sem postar nada... hehe