segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Processo do ouro com o Woofer em Greymouth

Chagamos no Woofer de tarde, trabalhamos em torno de uma hora e de noite após a janta, Susan perguntou se queriamos ver o processo do ouro. E nós sem saber de nada falamos que sim, então fomos com o Geoffrey de carro e no caminho ele nos mostrou um pote com um meterial prata esquisito que era Ouro com Mercúrio, foi ai que descobrimos que ele era minerador. Então a partir daquele dia acompanhamos todo o processo do ouro, desde a mineração até virar barra de ouro.

Começa em um terreno que ele tem para explorar, com uma máquina escavadora ele pega a terra e coloca numa máquina que lava essa terra e separa as minúsculas pedras e pedaços de ouro em um gramado sintético, no fim do dia ele pega esse material do gramado sintético e leva para casa em umas bacias.

O material dessas bacias é lavado novamente numa maquina semelhante mas em escala menor.


Depois de retirar da grama síntética o que vemos é isto, parece areia, mas são minúsculos pedaços de ouro, com alguns pedaços um pouco maiores



Depois de lavar, ele pega esse material e mistura com mercúrio que gruda no ouro, então ele coloca nessa máquina que fica girando, separando o material mais pesado (ouro e mercúrio), dá para ver na foto entre as linhas o ouro indo para o meio dá máquina.


O ouro entra naquele buraco e cai no outro lado dentro de uma bacia.


Agora apenas com ouro e o mercúrio e água, ele filtra num pano, ficando somente o ouro com o mercúrio grudado, que foi o que vimos no primeiro dia no carro de Geoffrey dentro do pote.


Ok. Com esse material ele coloca dentro de um pote de ferro e aqueça até ficar vermelho, e deixa lá por uma hora, o mercúrio sai de um lado e fica somente o ouro dentro.


O que resta é quase ouro puro (cerca de 97% ouro), depois ele derrete e vira barras de ouro, só que não tinha camera nesse momento pra tirar a foto, mas é incrível pegar na mão uma barra de ouro. hehe

É nesses momentos que a viagem vale mais a pena, pois acho que nunca teria uma experiência desses estudando e trabalhando no Brasil.
Outro ponto interessante é a experiência que o HelpX proporciona, pois passa a conhecer realmente como é a vida dos kiwis (neo-zeolandezes), o que as vezes é impossível, pode passar um ano viajando de backpacker em backpacker e nunca viver com um kiwi, somente extrangeiros.

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